Raio-X de um site de marmita: o que espanta o cliente com fome
Meio-dia, o cara tá com fome e procura marmita perto do trabalho. Acha o teu site. A foto da comida é linda, o logo é bonito, a cor combina. Aí ele procura onde pede. Desce, desce, desce. O WhatsApp tá lá no rodapé, pequenininho, do lado do endereço. Antes de chegar nele, o cara já abriu o aplicativo de entrega e pediu do concorrente.
O paciente
A Vista pegou um site de marmitaria pra passar no raio-X. O paciente é fictício, mas os sintomas a gente vê toda semana em site de restaurante, lanchonete, marmita e delivery de bairro. Site que ficou bonito no notebook do dono e nunca foi testado do jeito que o cliente usa: no celular, com pressa e com fome.
O exame é simples. Abre o site no celular, finge que é cliente e tenta fazer um pedido. Cada vez que você trava, procura ou dá zoom, é uma fratura.
Fratura 1: o WhatsApp mora no rodapé
Restaurante pequeno vende pelo WhatsApp. Então o botão do WhatsApp é o botão mais importante do site, e quase sempre é o mais escondido. Fica no rodapé, junto com horário e endereço, em letra de rodapé. Quem chega na página tem que adivinhar que precisa rolar até o fim pra conseguir pedir.
No celular isso pesa mais. A tela é pequena, o polegar tá ocupado e a paciência acaba rápido. Se o cliente não vê como pedir na primeira tela, pra ele o teu site não vende comida, só mostra.
A cura: botão de WhatsApp fixo na tela, que acompanha a rolagem e fica sempre no mesmo canto. E com a mensagem já escrita no link ("Oi, quero ver o cardápio de hoje"), pra pessoa só apertar enviar.
Fratura 2: cardápio em PDF
Essa é clássica. Alguém fez um cardápio lindo no Canva, exportou em PDF e pendurou no site com um botão "Ver cardápio". No computador até funciona. No celular, o PDF abre num visualizador, com letra minúscula, e o cliente precisa dar zoom, arrastar pro lado, voltar, dar zoom de novo. Cardápio em PDF no celular é lupa e paciência. Cliente com fome não tem nenhum dos dois.
Tem o outro problema, que o dono não vê. O Google usa a versão de celular da página pra entender e ranquear o site (é o que a própria documentação dele chama de indexação com prioridade para dispositivos móveis). Prato escrito num arquivo à parte não ajuda a página a aparecer quando alguém procura "marmita de frango grelhado" no teu bairro. Prato escrito na página, com nome e descrição, ajuda.
A cura: cardápio na própria página, em texto, com nome do prato, o que vem nele e o preço. Do lado de cada prato, um botão de pedir que já abre o WhatsApp com o nome do prato na mensagem. Mudou o cardápio? Muda o texto. Muito mais rápido do que refazer o PDF.
O que tava saudável: foto de comida de verdade
Nem tudo era doença. O site do paciente tinha foto da comida que ele vende de fato, feita na cozinha dele. Isso vale ouro. Foto de banco de imagem com prato de restaurante chique engana uma vez, e o cliente que recebe uma marmita diferente da foto não volta. Foto real mostra o tamanho da porção, o tipo de comida e o capricho. Quem tem isso, guarda.
A receita
O tratamento cabe em três linhas:
- 1 botão de WhatsApp fixo, visível em qualquer parte da página, com mensagem pronta.
- 1 cardápio na página, em texto, com preço e botão de pedir em cada prato.
- 0 PDF. Nenhum. Nem o "cardápio completo" escondido no fim.
Depois, o teste final: pega o celular de alguém que nunca viu teu site, entrega na mão e pede pra fazer um pedido. Fica calado e olha. Onde a pessoa travar, é ali que tu tá perdendo venda.
E se o teu não é de marmita
A lógica é a mesma pra qualquer negócio que vende por mensagem: clínica, oficina, salão, loja de bairro. O cliente precisa achar o que tu faz e como fala contigo sem procurar. Se ele tem que caçar, ele não caça. Ele volta pro Google e clica no próximo.
A Vista falou de outros sintomas no artigo sobre os sinais de que o seu site tá custando cliente. E se quiser o raio-X do teu, manda SITE no direct do @mkt.vista: a Vista abre teu site no celular e te devolve os 3 pontos que mais espantam cliente.


