O Google terminou a faxina de spam. O seu site passou nela?
Entre 24 de setembro e 8 de outubro o Google passou o rodo na busca. Foi a atualização de spam de setembro de 2026, e ela demorou bem mais que o normal. Se o seu site perdeu visita nessas semanas, vale ler até o fim. Se não perdeu, vale também, porque tem coisa aqui que muita empresa faz achando que é SEO.
O que aconteceu
O Google anunciou no painel de status da busca uma atualização de spam que vale pro mundo inteiro e pra todos os idiomas. Português incluso. Ela começou em 24 de setembro e o próprio Google confirmou que terminou em 8 de outubro.
Quem acompanhou de perto foi o Search Engine Roundtable, que lembrou um detalhe: as atualizações de spam mais recentes levavam uns dois dias. Essa levou duas semanas, em fases, e teve gente comparando o estrago com uma atualização grande de algoritmo.
O Google não disse quais truques ela mirou. Disse só o de sempre: quem viola as políticas de spam pode cair na busca ou sumir dela.
"Spam? Meu site não é spam"
Provavelmente não é. Mas a lista de spam do Google é maior do que parece, e tem item ali que agência de SEO preguiçosa vende como estratégia. Os que mais pegam empresa pequena:
- Uma página igual pra cada cidade. "Dentista em Campinas", "Dentista em Sumaré", "Dentista em Hortolândia", todas com o mesmo texto e só o nome da cidade trocado. O Google chama isso de página porta (doorway) e cita exatamente o exemplo de páginas por cidade ou região que levam todo mundo pro mesmo lugar.
- Lista de bairros no rodapé. Aquele bloco com quarenta nomes de bairro "pra ranquear". Tá na política, como excesso de palavra-chave.
- Artigo em massa feito por IA. O problema não é usar IA. É publicar volume de texto sem valor nenhum só pra ocupar a busca. O nome oficial é abuso de conteúdo em escala, e vale pra texto de IA, copiado ou reescrito.
- Site invadido. Esse é o mais cruel, porque o dono nem sabe. Plugin velho no WordPress, alguém entra, cria um monte de página de cassino ou remédio, e quem paga a conta na busca é você.
- Comentário de spam no blog. Blog aberto pra comentário sem moderação vira depósito de link. O Google diz que cuidar disso é responsabilidade do dono do site.
Caiu. E agora?
Primeiro, calma pra não culpar a atualização errada. Nem toda queda de outubro é spam: tem sazonalidade, concorrente que melhorou, mudança no próprio site. E o Search Console teve atraso nos relatórios no fim de semana de 10 e 11 de outubro, então número esquisito naqueles dias pode ser só o relatório.
Agora, se a queda começou no fim de setembro e bateu em páginas que se encaixam na lista acima, a recomendação do Google é revisar as políticas e ajustar o site. Sem atalho. E sem pressa de ver resultado: na página sobre atualizações de spam, ele avisa que os sistemas automáticos levam meses pra aprender que o site voltou a seguir as regras.
Um detalhe que confunde muita gente: essa atualização é automática e não manda aviso. O relatório de "Ações manuais" do Search Console mostra só quando uma pessoa do Google analisou o seu site e puniu. Vazio ali não quer dizer que a atualização não te pegou.
O que conferir essa semana
- Abra o Search Console e compare as semanas antes de 24 de setembro com as depois de 8 de outubro. Olhe por página, não só o total.
- Procure páginas clonadas por cidade. Se o texto é o mesmo e só muda o nome, junte numa página boa ou escreva cada uma de verdade, com o que é diferente naquele lugar.
- Apague a lista de bairros. Diga as regiões que você atende numa frase normal, do jeito que você falaria pro cliente.
- Pesquise "site:seudominio.com.br" no Google e role. Página que você nunca criou é sinal de invasão.
- Revise o que foi feito por IA. Texto que ninguém leu antes de publicar ou some, ou ganha revisão de alguém que entende do assunto.
A real
Quase tudo que o Google chama de spam tem a mesma cara: página feita pro robô, não pra pessoa. A atualização só cobrou a conta. Site que existe pra explicar bem o que a empresa faz não tem o que temer dessas faxinas.
Se o seu site tem página por cidade, lista de bairro ou blog que ninguém lê, a Vista refaz do jeito certo: menos página, mais conteúdo de verdade. Conta o seu caso no briefing.


